Categoria: Certificados

Identidade Digital – Perigos e Oportunidades!

A Identidade digital – eID é um tema que tem estado na ordem do dia, não só no Brasil, mas em todo o mundo, e a sua necessidade foi acelerada pela pandemia, pois a relação entre Estados, Cidadãos e Empresas passou a ser cada vez mais digital e para isso é essencial uma identidade eletrônica confiável.

Por Fernando Moreira

A identificação dos cidadãos é uma competência dos Estados soberanos – na sua forma tradicional através de documentos físicos em papel/plástico ou, normalmente de forma complementar, em formato eletrônico.

Na Europa a generalidade dos Estados membros oferece aos seus cidadãos documentos de identificação que muitas das vezes incluem um chip eletrônico que guarda entre outros dados, uma credencial eletrônica, designada de Certificado Digital Qualificado e que permite ao cidadão identificar-se on-line e assinar documentos eletrônicos

Em alguns Estados, essa credencial eletrônica (Certificado Digital Qualificado) pode ser gerida de forma centralizada, também designada por assinatura remota, por exemplo, em Portugal é disponibilizado ao cidadão a CMD (Chave Móvel Digital)

Os certificados avançados (não Qualificados) na Europa tem um uso expandido, mas unicamente para operações entre partes privadas

Os Estados exigem que a relação com o cidadão se faça através de um Certificado Digital Qualificado, porque apenas estes possuem valor legal pleno – o Regulamento Europeu (n.º 910/2014 , de 23 de julho) apenas confere a presunção de autenticidade às Assinaturas Eletrônicas Qualificadas (produzidas com recurso a um Certificado Digital Qualificado).

O Estado Brasileiro tem vindo, com sucesso e de forma acelerada, a desmaterializar (ou a complementar com uma forma eletrónica) muitos dos seus documentos com destaque para a CNH, e a lançar um ambicioso programa de digitalização da sua Administração Pública em que, através do Gov.Br, o cidadão já pode aceder on-line a mais de 4.000 serviços públicos.

Uma das formas de autenticação e assinatura que o Estado Brasileiro pretende colocar à disposição dos seus cidadãos baseia-se num designado Certificado Avançado, capaz de produzir Assinaturas Eletrônicas Avançadas (não Qualificadas), sem custo para o cidadão, e que podem ser obtidos mediante o batimento biométrico da imagem de face do titular (recolhida de forma completamente eletrônica e sem acompanhamento/verificação humano, usando uma simples App em smartphone) contra as bases de dados biométricas do governo.

Esta iniciativa faz sentido para democratizar, de forma massiva e rápida, o acesso de milhões de cidadãos aos serviços eletrônicos do Estado, reduzindo custos para o Estado e para o cidadão. Contudo, algo que é automático, sem verificação humana e disponibilizado de forma massiva, deve ser usado com as limitações previstas na lei, para garantir a segurança jurídica na relação entre cidadão e Estado.

O Brasil, de forma correta, modernizou, através da Lei 14.063, os seus conceitos de assinatura eletrônica, inspirando-se no Regulamento Europeu eIDAS, para criar 3 classificações de assinatura eletrônica: Simples, Avançada e Qualificada.

A Assinatura Eletrônica Qualificada, baseado num Certificado Qualificado, é a única que na Europa e no Brasil goza de presunção de autenticidade.

A presunção da veracidade da assinatura eletrônica qualificada é dada pelo artigo 10 da  MEDIDA PROVISÓRIA No 2.200-2, DE 24 DE AGOSTO DE 2001.

“1o  As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica produzidos com a utilização de processo de certificação disponibilizado pela ICP-Brasil presumem-se verdadeiros em relação aos signatários, na forma do art. 131 da Lei no 3.071, de 1o de janeiro de 1916 – Código Civil.

2.O disposto nesta Medida Provisória não obsta a utilização de outro meio de comprovação da autoria e integridade de documentos em forma eletrônica, inclusive os que utilizem certificados não emitidos pela ICP-Brasil, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento.”

Esta presunção de autenticidade assenta em vários pressupostos, sendo que uma das mais relevantes é que para gerar este tipo de certificado se exige uma verificação da identidade de forma presencial ou equivalente, e limitada a entidades certificadas/credenciadas que seguem regras e políticas bem definidas e auditadas, o que no Brasil já são dezenas de entidades credenciadas que podem emitir certificados ICP-Brasil num ambiente fortemente concorrencial.

A emissão de certificados avançados na Europa e no resto do Mundo não é regulada, nem do ponto de vista das práticas e políticas adotadas na validação de identidade, nem do ponto de vista das normas de segurança implementadas pelas entidades emitentes – desta forma torna-se impossível responsabilizar tais entidades por eventuais fraudes.

Não havendo esta regulação também no Brasil, mas admitindo-se que possa ser criada como exceção às práticas internacionais, e que a Gov.Br  usa bases de dados governamentais (Denatran e TSE), e considerando que estas estão sanitizadas (sem falsas identidades), mesmo assim, temos de ter a consciência que o batimento biométrico de uma imagem da face do cidadão vai ter sempre um número considerável de falsos positivos e de falsos negativos, e acima de tudo, a maior fragilidade está na recolha da imagem de face do cidadão, que sem acompanhamento/verificação humana é  suscetível à fraude computacional, num grau cada vez mais elevado.

A título de exemplo, o Governo Chinês e suas empresas tecnológicas, que se orgulhavam de ter um sistema de identificação biométrico facial que até com mascaras da Covid garantia uma acuidade elevada, usavam estes sistemas nos mais diversos organismos do Estado. Estes sistemas sofreram um rude golpe na sua credibilidade quando foi notícia recente uma fraude com o tratamento de imagem a partir de fotos bidimensionais, transformadas em vídeos tridimensionais que cumpriam as instruções liveness standard (virar cara para um lado, piscar olho, sorrir, etc.), enganando assim o sistema – a fraude ascende a mais de 76 milhões de USD com a emissão de Notas Fiscais falsas a partir de um sistema do Estado Chinês.

Pair accused of turning photos into vids to crack tax dept facial recognition system in China

Grandes empresas tecnológicas como a IBM, Microsoft etc. anunciaram a descontinuidade da sua oferta de sistemas avançados de biometria facial

O motivo é que vários estudos concluíram pela sua falta de fiabilidade e por ter desvios com base em diferentes raças (tipicamente detectavam com menor precisão pessoas de origem asiáticas e de cor) o que levantou problemas de racismo e a própria Comissão Europeia e o Congresso Americano estão a estudar uma proibição do uso desta tecnologia por um prazo de 5 anos, até uma melhor avaliação dos riscos de fraude e de quebra de privacidade:  

IBM will no longer offer, develop, or research facial recognition technology

IBM Will No Longer Offer Or Develop Facial Recognition Software In Pursuit Of Racial Justice Reform

União Europeia avalia proibição por 5 anos do uso da tecnologia de reconhecimento facial por indícios de discriminação de raças e Congresso também discute o mesmo tema

Facial recognition: EU considers ban of up to five years

US lawmakers concerned by accuracy of facial recognition

Paralelamente, a tremenda velocidade a que estas tecnologias de tratamento de imagem/vídeo estão a evoluir, com a maior capacidade computacional a crescer exponencialmente, aumenta também em muito o risco de fraude, acrescido aos riscos de discriminação racial e quebra de privacidade, o que também explica o abandono desta tecnologia pelas empresas citadas.  

Não se advoga com estes exemplos, que o Estado Brasileiro deixe de utilizar as suas bases de dados biométricas, pois são sem dúvida um instrumento muito útil na identificação do cidadão, mas não devem ser utilizadas de forma não assistida ou no caso de autosserviço, limitar os efeitos das credenciais emitidas com base nestas consultas de bases de dados biométricas, como é boa prática na Europa.

Também não se defende que os Estados não devam emitir certificados avançados, como  pretende fazer o Estado Brasileiro, visando massificar uma identidade digital sem custos para o cidadão e com custos muito reduzidos para o Estado, mas recomenda-se prudência na  utilização e aplicabilidade dos certificados avançados, i.e. que os Estados tenham o cuidado de limitar o seu uso a consultas ou transações não críticas, que não atribuam na prática a presunção de autenticidade às assinaturas / autenticações de identidade produzidas por certificados avançados, contrariando a lei e as boas práticas

Por esta razão legal e pelos fundamentos técnicos expostos, documentos assinados por Advogados, Médicos, Contadores, Empresários, entre outros, devem continuar a necessitar de Certificados Qualificados (ICP-Brasil) para, de entre outros, aceder ao sistema judicial eletrónico,  assinarem uma prescrição médica eletrónica, acederem à RFB quando envolve sigilo,  assinarem um contrato numa junta comercial, emitirem NF, etc.,  porque só o Certificado/Assinatura Qualificada tem valor legal pleno dado pela lei e pela maior segurança intrínseca ao processo de validação da identidade.

O Certificado avançado que está previsto ser fornecido pelo Estado Brasileiro através da Secretaria de Gestão Digital, de forma gratuita e automática para aceder a serviços do Gov.Br, deve ser limitado para o cidadão poder consultar processos, autenticar-se em sistemas incluídos no Gov.Br, mas nunca para aceder a sistemas que envolvam sigilo fiscal, bancário ou outro, nem para assinar documentos relevantes que possam trazer insegurança jurídica para o cidadão e fraudes eletrônicas.

A arquitetura de níveis de autenticação digital, que o Governo Brasileiro criou (classificados como Bronze, Prata e Ouro) está correto, mas o nível Ouro só deve ser atingido quando usado o Certificado Digital ICP-Brasil, pois como vimos noutros países e no Brasil, a validação  facial biométrica é falível, sendo que o problema não está na qualidade da base do Tribunal de Justiça eleitoral, mas sim na limitação dos algoritmos atuais e na possibilidade de com aplicações disponíveis on-line, se poder falsificar de forma sistemática  a imagem da face apresentada, cometendo fraudes de identidades sucessivas pelo mesmo método e assim se ganhar acesso a sistemas/informações críticas de inúmeros cidadãos.

O Certificado Digital avançado a ser emitido pelo Governo Brasileiro, deve corresponder ao nível prata e pode ser gerado a partir dos meios de autenticação já considerados para obter o selo prata.

O paralelo entre os níveis Bronze, Prata e Ouro com as assinaturas Simples, Avançadas e Qualificadas é óbvio e natural, não devendo ser distorcido.

A tentação dos governos de desburocratização e acelerar processos é grande, mas se tal for feito sem os instrumentos de segurança adequados, tal acaba por reverter numa perda de credibilidade de todo o sistema de Certificação Digital e em prejuízos para o Estado, cidadãos e empresas, pela fraude de identidade acrescida.

O desafio na gestão destes diferentes tipos de identidades eletrônicas, reside em equilibrar segurança com usabilidade e baixo custo e esse equilíbrio para ser alcançado, carece da definição de linhas vermelhas, a partir das quais o Estado deve exigir um Certificado Qualificado, por ser o mais seguro para um determinado ato.

A resposta para traçar estas linhas vermelhas, achamos que por um princípio de prudência e de segurança jurídica que os Estados Soberanos devem sempre defender, reside em todos os atos críticos na relação entre o cidadão e o Estado exigirem o recurso a um certificado/assinatura Qualificada.

Na Europa, como se refere ao longo deste documento, os Estados nem sequer aceitam o Certificado avançado e por isso criaram uma Trusted List somente de Certificados Qualificados.

Na esfera privada compete às partes decidirem em função da análise do risco qual o mecanismo de autenticação/assinatura que entendem como adequado, Assinaturas Qualificadas, Avançadas ou Simples, e não existe em nenhum País conhecido uma Trusted List de certificados Avançados, pois isso criaria confusão no cidadão de ter 2 Listas de certificados confiáveis e qual o sentido dessa duplicação?

A ICP-Brasil deve ser um motivo de orgulho para o Governo Brasileiro, por ser referida como um bom exemplo na Europa e nos USA e porque nos últimos anos se modernizou e se adequou a novas tecnologias, com a introdução da videoconferência, com o acesso a base de dados do Denatran para a primeira emissão do Certificado Qualificado, etc. e com custos cada vez mais reduzidos (Certificados Qualificados ICP-Brasil disponíveis por menos de R$ 50), fruto de uma forte concorrência entre mais de 100 Autoridades Certificadoras Públicas e Privadas de primeiro e segundo nível credenciadas.

A ICP Brasil tem ainda um elevado potencial para melhorar os seus processos e reduzir custos e preços, num trabalho conjunto com o Governo e seu supervisor.

A ICP-Brasil não deve pretender ser uma solução única de emissão de credenciais eletrónicas para o cidadão, mas deve continuar a ser a mais segura e essencial para os atos mais críticos, e cada vez mais relevante numa sociedade em acelerada transformação digital, coexistindo com outros tipos de assinaturas (simples e avançadas), preservando-se a segurança jurídica e a identidade do cidadão em equilíbrio com a acessibilidade a serviços do Estado de forma eletrónica e massificada.

O Estado Brasileiro deve construir um sistema que promova estes equilíbrios, que evite uma excessiva dependência (não a eliminando pela sua utilidade), da tecnologia de reconhecimento facial pelas razões expostas e que permita a nível internacional preservar a ICP -Brasil com os certificados Qualificados, pois só estes tipos de certificados irão permitir acordos de mútuo reconhecimento entre Estados, críticos no curto prazo para a nova Economia e o setor exportador Brasileiro.

A União Europeia vai assinar muito em breve vários acordos de mútuo reconhecimento, unicamente com sistemas de Certificação Digital Qualificados com outros Estados, para desmaterialização de processos de comércio internacional entre outros e deseja-se que o Brasil faça parte desses acordos o mais rápido possível, com uma ICP -Brasil forte e modernizada e que Governo e iniciativa privada unam esforços para este objetivo.

Fernando Moreira é Presidente da DigitalSign Portugal e DigitalSign Brasil (Autoridades certificadoras credenciadas na Europa e no Brasil), pelo que é importante o leitor ver esta opinião como de uma parte interessada que procurou ser objetiva e factual e escrita em Português de Portugal.

Artigo publicado original em www.cryptoid.com.br

Leia também:

  • Identidade Digital – Perigos e Oportunidades!
    A Identidade digital – eID é um tema que tem estado na ordem do dia, não só no Brasil, mas em todo o mundo, e a sua necessidade foi acelerada pela pandemia, pois a relação entre Estados, Cidadãos e Empresas passou a ser cada vez mais digital e para isso é essencial uma identidade eletrônica […]
  • Fatura eletrónica (PDF) enviada por email: é necessária a sua assinatura?
    UM DOCUMENTO EM PDF É UMA FATURA ELETRÓNICA? Nos dias que correm, já todos recebemos, na qualidade de consumidores, uma fatura em formato PDF no nosso email, seja de um serviço de fornecimento de eletricidade, seja em resultado de uma compra realizada online. Também no âmbito da atividade empresarial é comum o envio de faturas […]
  • Documentos digitais aumentam a necessidade de segurança
    O selo eletrónico nas faturas e em todos os documentos produzidos pela empresa é a forma adequada para garantir a autenticidade das informações e prevenir a fraude dos seus clientes. “Quando em março de 2020 o país entrou em confinamento, ninguém sabia ao certo que passados 13 meses o teletrabalho continuaria a ser uma realidade […]
  • 4 passos para digitalizar o seu departamento de RH
    As tarefas administrativas de Recursos Humanos são repetitivas e demoradas, para além dos respetivos departamentos gerarem enormes quantidades de papel, acabam também por aumentar as despesas com arquivo e gestão da informação.  A transformação digital nesta área está centrada em diferentes eixos, entre os quais destacamos a implementação de novas ferramentas digitais de comunicação e […]
  • E por falar em Faturação Eletrónica… O que deve saber?
    A nova realidade digital continua a gerar mudanças radicais na forma de gerir negócios e serviços. O impacto é cada vez mais definitivo na dinâmica regular das empresas, que nos aponta o caminho numa direção que não tem volta atrás. Tanto que, em 2021 a faturação eletrónica passou a ser obrigatória na contratação pública em […]

Fatura eletrónica (PDF) enviada por email: é necessária a sua assinatura?

UM DOCUMENTO EM PDF É UMA FATURA ELETRÓNICA?

Nos dias que correm, já todos recebemos, na qualidade de consumidores, uma fatura em formato PDF no nosso email, seja de um serviço de fornecimento de eletricidade, seja em resultado de uma compra realizada online. Também no âmbito da atividade empresarial é comum o envio de faturas PDF através do email. Ainda assim, existe um conjunto de regras legais, aplicadas à sua emissão, que devem ser consideradas para que estas possam ser tidas como válidas sob a perspetiva legal e seguras para quem as recebe, passamos a explicar:

Existem dois tipos de faturas eletrónicas:

  • As faturas eletrónicas em formato estruturado: contêm dados que podem ser extraídos e registados automaticamente pelos sistemas informáticos de faturação do emissor e do recetor, mas que não são legíveis ao olho humano. É o caso das faturas eletrónicas que, por imposição do Decreto-Lei nº123/ 2018 de 28 de Dezembro, devem ser emitidas para a Administração Pública, num formato específico e que geralmente servem são utilizadas entre empresas (B2B) ou na relação com a administração pública (B2G).
  • As faturas eletrónicas em formato não estruturado: consistem numa imagem, geralmente criada através de um processo não automatizado no sentido em que o seu tratamento terá se ser realizado de forma manual. É o caso das faturas emitidas em ficheiro PDF e que, regra geral, são utilizadas na relação entre empresas e consumidor final (B2C) e entre empresas (B2B).

MAS PORQUE TENHO DE ASSINAR AS FATURAS EMITIDAS?

Ora o Decreto-Lei n.28/2019 de 15 de Fevereiro é aplicável a todas as faturas eletrónicas, sem exceção, definindo como fatura eletrónica qualquer “fatura que tenha sido recebida e emitida em formato eletrónico” onde se incluem, necessariamente, as faturas emitidas em ficheiro PDF e enviadas por email. (Artigo 2.º al. d).

Mais importante, é estabelecido que a entidade emissora da fatura eletrónica – entenda-se, o prestador de serviços ou fornecedor de bens – deve, obrigatoriamente, garantir a autenticidade relativa à identidade de quem emite a fatura eletrónica, assim como a sua integridade (Artigos 2.º al. a) e 6.º). Em termos simplistas, a identidade do emitente deve ser sempre assegurada quando utilizado o meio digital.

Este requisito legal visa dotar o consumidor ou empresa que receciona a fatura eletrónica da certeza que a sua proveniência é de facto legitima, i.e., que a fatura foi de facto enviada pela entidade com a qual foi estabelecida a relação comercial, mitigando situações de fraude, tais como a adulteração dos os dados de pagamento por parte de um terceiro mal-intencionado ou a emissão de faturas falsas para fraude em sede de IVA.

Nestes termos este diploma estabelece o método a utilizar para alcançar esta garantia da identidade do emissor da fatura eletrónica seja, precisamente, através da aposição de uma assinatura eletrónica qualificada ou selo eletrónico qualificado. Por outras palavras, uma assinatura digital que identifique, com a máxima segurança e validade legal, a empresa ou entidade que emitiu a fatura eletrónica e que garanta que o seu conteúdo não foi alterado. (Artigo 12.º)

Nos casos em que a fatura eletrónica seja emitida por pessoa coletiva, o ideal será recorrer à utilização de um selo eletrónico na medida em que o Selo Eletrónico identifica a organização na sua plenitude dispensado a inclusão de dados pessoais dos representantes legais nas suas faturas eletrónicas.

Elimine papel e reduza custos, assinando com segurança e validade legal.

Saiba mais sobre  faturação eletrónica em www.digitalsign.pt

Leia também:

  • O que é um Prestador Qualificado de Serviços de Confiança (QTSP)?
    O ano de 2021 inicia-se com mudanças significativas, atingindo todas as escalas da economia e da sociedade em geral. Uma nova era digital passa a estabelecer-se de forma concreta e definitiva no dia-a-dia das empresas e nos relacionamentos com clientes e colaboradores. Tanto que em Portugal, a partir deste ano, passa a ser obrigatório o […]
  • E por falar em Faturação Eletrónica… O que deve saber?
    A nova realidade digital continua a gerar mudanças radicais na forma de gerir negócios e serviços. O impacto é cada vez mais definitivo na dinâmica regular das empresas, que nos aponta o caminho numa direção que não tem volta atrás. Tanto que, em 2021 a faturação eletrónica passou a ser obrigatória na contratação pública em […]
  • 4 passos para digitalizar o seu departamento de RH
    As tarefas administrativas de Recursos Humanos são repetitivas e demoradas, para além dos respetivos departamentos gerarem enormes quantidades de papel, acabam também por aumentar as despesas com arquivo e gestão da informação.  A transformação digital nesta área está centrada em diferentes eixos, entre os quais destacamos a implementação de novas ferramentas digitais de comunicação e […]

Documentos digitais aumentam a necessidade de segurança

O selo eletrónico nas faturas e em todos os documentos produzidos pela empresa é a forma adequada para garantir a autenticidade das informações e prevenir a fraude dos seus clientes.

“Quando em março de 2020 o país entrou em confinamento, ninguém sabia ao certo que passados 13 meses o teletrabalho continuaria a ser uma realidade para milhares de empresas.

Muitos negócios não pararam porque se adaptaram como puderam a esta realidade. Não foram só as reuniões que foram desmaterializadas para serem efetuadas virtualmente. Muitas empresas foram confrontadas com a necessidade de desmaterializar processos, documentos e reconhecer assinaturas digitalmente.

Para ajudar as empresas a responder a estas necessidades, a DigitalSign disponibiliza soluções que preenchem as necessidades de qualquer empresa que tenha a necessidade de assinar e partilhar documentos, tais como contratos de trabalho, propostas comerciais ou qualquer outro tipo de contrato, de uma forma rápida e segura.

A direção da DigitalSign, Fernando Moreira, administrador; Álvaro Matos, diretor geral; Miguel Cruz, diretor comercial; Serafim Gomes, diretor de desenvolvimento e Aníbal Leite, diretor de infraestrutura, explicam nesta entrevista o que fazem e de que forma as suas soluções ajudam as PME e as grandes empresas neste particular momento que se vive de transformação digital.”

Continue a ler

fonte: https://www.jornaldenegocios.pt/c-studio/detalhe/documentos-digitais-aumentam-a-necessidade-de-seguranca

Leia também…

  • Identidade Digital – Perigos e Oportunidades!
    A Identidade digital – eID é um tema que tem estado na ordem do dia, não só no Brasil, mas em todo o mundo, e a sua necessidade foi acelerada pela pandemia, pois a relação entre Estados, Cidadãos e Empresas passou a ser cada vez mais digital e para isso é essencial uma identidade eletrônica […]
  • Fatura eletrónica (PDF) enviada por email: é necessária a sua assinatura?
    UM DOCUMENTO EM PDF É UMA FATURA ELETRÓNICA? Nos dias que correm, já todos recebemos, na qualidade de consumidores, uma fatura em formato PDF no nosso email, seja de um serviço de fornecimento de eletricidade, seja em resultado de uma compra realizada online. Também no âmbito da atividade empresarial é comum o envio de faturas […]
  • Documentos digitais aumentam a necessidade de segurança
    O selo eletrónico nas faturas e em todos os documentos produzidos pela empresa é a forma adequada para garantir a autenticidade das informações e prevenir a fraude dos seus clientes. “Quando em março de 2020 o país entrou em confinamento, ninguém sabia ao certo que passados 13 meses o teletrabalho continuaria a ser uma realidade […]

4 passos para digitalizar o seu departamento de RH

As tarefas administrativas de Recursos Humanos são repetitivas e demoradas, para além dos respetivos departamentos gerarem enormes quantidades de papel, acabam também por aumentar as despesas com arquivo e gestão da informação. 

A transformação digital nesta área está centrada em diferentes eixos, entre os quais destacamos a implementação de novas ferramentas digitais de comunicação e colaboração e a digitalização dos processos internos das empresas. Neste processo, é recomendável que os departamentos de RH procurem soluções de fácil integração, de forma a gerar um processo que seja confiável, escalável e flexível.

Saiba então os passos necessários para digitalizar o seu departamento de RH e como versatilizar processos de trabalho quotidianos adaptando-o à nova realidade digital:

1. Conceção de uma estratégia de recursos humanos digital com base na nossa própria dinâmica e experiência da empresa.

2. Integrar a digitalização na estratégia de RH. Neste passo é importante a identificação das principais ferramentas de digitalização em torno de áreas estratégicas ou processos cuja digitalização trará um grande número de benefícios, uma vez que não é aconselhável realizar uma transformação digital de todos os processos sem prévia avaliação.

3. Executar a estratégia de RH e medir o impacto da digitalização e a experiência dos trabalhadores, candidatos e clientes.

4. Reforçar uma cultura de adaptação à mudança, desenvolvendo a liderança e incentivando ao mesmo tempo o trabalho em colaboração das equipas e departamentos.

Criar e integrar novos processos é um elemento crucial para as empresas e ter uma plataforma ou ferramenta de integração poderosa torna-se um elemento essencial para uma digitalização de sucesso. Desta forma, os processos de negócios podem ser alterados e novas formas de interação com os clientes podem ser encontradas.

De especial importância entre essas ferramentas são as assinaturas eletrônicas. Elas ajudam a tornar os processos do departamento de RH mais eficientes, possibilitando que até mesmo que os recrutamentos comecem pelos canais digitais. Como consequência da nossa sociedade cada vez mais dinâmica, estes procedimentos também devem poder ser formalizados e desenvolvidos através dos meios digitais. Sendo assim, concluí-los por meio de assinaturas eletrônicas é a opção mais natural a fazer.

As assinaturas eletrónicas são regulamentadas a nível europeu pelo Regulamento n.º 910/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de julho de 2014, relativo à identificação eletrónica e aos serviços de confiança nas transações eletrónicas no mercado interno (conhecido por Regulamento eIDAS). Este  regula vários tipos de assinatura de acordo com o nível de segurança que oferecem, podendo ser: assinaturas eletrónicas simples, avançadas e assinaturas eletrónicas qualificadas.

Ao adotar as nossas tecnologias biométricas e de assinatura remota poderá eliminar os processos repetitivos em suporte papel, proporcionar às novas contratações uma primeira experiência digital e intuitiva e reforçar os valores da sua empresa, contribuindo para um melhor ambiente, mantendo os contratos e formulários digitais desde o início.

A DigitalSign tem o prazer de proporcionar esta nova realidade aos seus parceiros e clientes!
Junte-se a nós! Saiba mais em: www.signingdesk.com

Leia também…

  • Identidade Digital – Perigos e Oportunidades!
    A Identidade digital – eID é um tema que tem estado na ordem do dia, não só no Brasil, mas em todo o mundo, e a sua necessidade foi acelerada pela pandemia, pois a relação entre Estados, Cidadãos e Empresas passou a ser cada vez mais digital e para isso é essencial uma identidade eletrônica […]
  • Fatura eletrónica (PDF) enviada por email: é necessária a sua assinatura?
    UM DOCUMENTO EM PDF É UMA FATURA ELETRÓNICA? Nos dias que correm, já todos recebemos, na qualidade de consumidores, uma fatura em formato PDF no nosso email, seja de um serviço de fornecimento de eletricidade, seja em resultado de uma compra realizada online. Também no âmbito da atividade empresarial é comum o envio de faturas […]
  • Documentos digitais aumentam a necessidade de segurança
    O selo eletrónico nas faturas e em todos os documentos produzidos pela empresa é a forma adequada para garantir a autenticidade das informações e prevenir a fraude dos seus clientes. “Quando em março de 2020 o país entrou em confinamento, ninguém sabia ao certo que passados 13 meses o teletrabalho continuaria a ser uma realidade […]

O que é um Prestador Qualificado de Serviços de Confiança (QTSP)?

O ano de 2021 inicia-se com mudanças significativas, atingindo todas as escalas da economia e da sociedade em geral. Uma nova era digital passa a estabelecer-se de forma concreta e definitiva no dia-a-dia das empresas e nos relacionamentos com clientes e colaboradores. Tanto que em Portugal, a partir deste ano, passa a ser obrigatório o uso da faturação eletrônica para todas as empresas. Saiba mais sobre aqui.

Essa nova realidade traz consigo um cenário de informações que antes não fazia parte da realidade da maioria das empresas ou mesmo dos consumidores. Uma delas é certamente o uso dos certificados de assinaturas digitais, que estarão concretamente mais presentes no quotidiano das pessoas, passando a ser utilizados para facilitar a realização de negócios, processos e serviços. 

© 2021 copyright // Blog DigitalSign